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A temporada 2011 para o Cruzeiro foi mesmo digna de esquecimento. A Raposa acabou eliminada de forma precoce nas oitavas de final da Copa Libertadores, para o modesto Once Caldas (Colômbia), e por pouco não conheceu a Série B do Campeonato Brasileiro. E o ataque tornou-se um dos setores que deram mais dor de cabeça aos técnicos no ano anterior. Tanto que diversas duplas se alternaram sob o comando de Cuca, Joel Santana, Émerson Ávila e Vágner Mancini.
Assim, a expectativa em 2012 passou a ser pela chegada de um grande nome, bem ao estilo "procura-se um matador". Mas isso, por enquanto, não aconteceu. Pelo contrário, o clube celeste não conseguiu "seduzir" nem atletas com pouca expressão, caso de Marcos Aurélio, ex-Coritiba, que desembarcou no Internacional.
Outra aposta, Jajá, que vestiu a camisa do América e atualmente defende o Al-Ahli, do Emirados Árabes, esbarra na questão salarial. Por isso, tudo indica que os torcedores celestes terão de se contentar apenas com Walter, do Porto (Portugal), e Osvaldo, também do Al-Ahli.
O anúncio de ambos os reforços depende de detalhes. Entre o Cruzeiro e os atacantes tudo está certo, inclusive os salários. Osvaldo, ex-Ceará, aguarda que se resolva uma pendência financeira do clube árabe com o seu empresário, Gilmar Veloz, para selar o acordo.
Nos bastidores, Walter já é da Raposa. Divergências em algumas cláusulas do contrato, enviado pelo Porto, atrasam o fechamento do negócio, que prevê a ida do também atacante Sebá, revelado na base cruzeirense, ao futebol lusitano, a partir de julho.
As peças de 2011 seguem no elenco. Além de Sebá, o argentino Ernesto Farías, Wellington Paulista, Bobô, Wallyson e Anselmo Ramon. Keirrison, machucado, está fora dos planos. Com Osvaldo e Walter, a concorrência aumentaria, apesar da possibilidade da saída de alguns atletas.
O atacante Wellington Paulista mostra otimismo para este ano. Ele lembra que a equipe toda, inclusive o ataque, foi muito cobrado em 2011 pela trajetória decepcionante da Raposa.
No entanto, acredita que o grupo se fortaleceu e as presenças de Osvaldo e Walter, caso confirmadas, elevarão a qualidade do setor. "O importante é que venham atletas para somar. O Cruzeiro é um time grande e precisa trazer destaques de outros clubes. A disputa será sadia. Desde 2009, quando cheguei aqui, a briga fica na base da amizade", comentam Paulista, que avisa que Mancini gosta de jogadores que marquem e se entreguem dentro de campo.
Enquanto espera pelos atacantes, o Cruzeiro confirmou, ontem, a contratação do lateral-direito Jackson Gonçalves, de 23 anos, junto ao FC Dallas, dos Estados Unidos, o seu oitavo reforço em 2012.
O jogador atuava na liga profissional da "Terra do Tio Sam", a Major League Soccer (MLS), desde agosto de 2010, quando deixou o Botafogo-SP. Na última temporada no time norte-americano, disputou 28 partidas (22 delas como titular) e marcou quatro gols.
Jackson foi revelado nas categorias de base do São Paulo, equipe pelo qual figurou numa partida pelo profissional - diante do Fluminense, no empate, por 1 a 1, no Maracanã, pelo Brasileirão de 2007. Ele coleciona uma passagem por Minas Gerais. O lateral, que também pode atuar como atacante e volante, participou do Campeonato Mineiro com o Uberaba, em 2008.
O jogador vem para compor a posição, pois, no momento, a Raposa só possui Marcos, que retornou de empréstimo do Bahia. O técnico Vágner Mancini declarou que na falta de opções cogitaria utilizar o lateral-esquerdo Diego Renan improvisado. Jackson realizou exames médicos e, se aprovado, assina o vínculo.
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