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Um juiz condenou nesta terça-feira (29) Conrad Murray, médico do cantor Michael Jackson, à pena máxima de quatro anos de prisão, três semanas após ele ser considerado culpado da morte do artista em 2009.
"Ele absolutamente não tem sentimento de remorso", afirmou o juiz Michael Pastor, depois de fazer um resumo do caso contra o médico de 58 anos, acusado de homicídio culposo. "A corte determinou que a pena apropriada é a pena máxima de quatro anos de detenção", disse, porque "o Dr. Murray abandonou seu paciente, que confiava nele. Seu paciente era vulnerável", acrescentou.
"O Dr. Murray mentiu em diversas oportunidades. Ele assumiu um comportamento desonesto e fez todo o possível para cobrir suas transgressões. Ele violou a confiança da comunidade médica e de seu paciente. Ele não demonstrou absolutamente remorso algum, absolutamente senso de erro algum, e continua sendo perigoso", acrescentou o juiz.
"Há aqueles que acham que o Dr. Murray é um santo. Há aqueles que acham que o Dr. Murray é um demônio. Ele não é nenhum dos dois. Ele é humano. Ele foi condenado pela morte de outro humano", disse Pastor.
Pastor acrescentou: "Michael Jackson morreu não por causa de uma ocorrência única e isolada ou um incidente. Ele morreu por causa da totalidade das circunstâncias que são diretamente atribuídas ao Dr. Murray".
Murray foi acusado, no dia 7 de novembro, por dar a Jackson uma dose muito alta do anestésico propofol no dia 25 de junho de 2009, na mansão da estrela em Holmby Hills. O medicamento supostamente seria para ajudá-lo a lutar contra uma insônia crônica.O médico admitiu que ele prescreveu o medicamento para a estrela por mais de dois meses antes da morte dele.
"Dr. Murray envolveu-se em um padrão recorrente e contínuo de enganos e mentiras", disse o juiz, referindo-se às garantias de Murray, antes da morte de Jackson, de que ele estava saudável e a falha em dizer aos paramédicos que medicamentos ele tinha prescrito.
Ele disse que o médico contou "enormes mentiras" e praticou uma "medicina horrível" ao receitar repetidamente o anestésico propofol a Jackson.
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