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Até o final do ano, cerca de 147 mil profissionais temporários serão contratados no Brasil. O número é 5% maior do que o registrado em 2010, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem).
Em Minas Gerais, serão 16.538 novas vagas. O Estado é o segundo no Sudeste em volume de mão de obra temporária contratada, perdendo apenas para São Paulo, com 44.556. Apesar da alta demanda, a oferta de profissionais qualificados é baixa, fator que dificulta o processo.
O comércio responderá por 70% das vagas. No shopping Del Rey, localizado na região Noroeste de Belo Horizonte, serão aproximadamente 630 novos postos de trabalho. O número equivale a 29% do total de pessoas que trabalham no mall, que conta com 2.172 funcionários efetivos, e é 10% superior ao registrado no ano passado.
Para preencher as vagas, as seleções foram antecipadas. Segundo o gerente de Marketing do shopping, Fábio Amorim, os lojistas têm preferência por pessoas com ensino médio completo, idade entre 20 e 25 anos e boa comunicação. “Esse tipo de perfil está bastante disputado”, afirmou.
Entre os contratantes, 56% exigem experiência na função. Das vagas oferecidas, 63% são para vendedores. Em seguida, aparecem os caixas (25%), estoquistas (6%), seguranças (4%) e gerentes (2%).
Os postos de trabalho oferecidos pelo setor supermercadista são semelhantes. Porém, a dificuldade de encontrar pessoal qualificado é ainda maior. Além dos temporários, os supermercados somam aproximadamente cinco mil vagas fixas abertas.
“Estamos com dificuldade em preencher as vagas efetivas. Será ainda mais difícil com as temporárias. Precisamos de caixas, repositores e até gerentes”, afirmou o superintendente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Adilson Rodrigues.
De acordo com ele, a necessidade de temporários até o fim do ano chegará a 7 mil pessoas, o equivalente a 5% do total de empregos mantidos pelo segmento, que chega a 140 mil.
Para resolver o problema, o superintendente da Amis avalia que os supermercados terão que remanejar o pessoal de outros setores, inclusive do administrativo. Evitar folgas e férias no final do ano é outra estratégia.
Os magazines também serão grandes contratantes. Em todo o país, Casas Bahia e Ponto Frio estão em fase de seleção de 2,6 mil profissionais temporários. As vagas são para funções diversas nas lojas e centros de distribuição. Entre as oportunidades, estão as vagas de auxiliar de escritório, inspetor de mercadoria, motorista de empilhadeira e operador de paleteira.
Os selecionados têm chances de serem contratados no início de 2012.
Embora a indústria seja responsável por 30% das vagas temporárias oferecidas, o diretor-regional da Asserttem em Minas, José Carlos Teixeira, afirma que a maioria dos postos já foi preenchida no setor. “Como a indústria tem que produzir para o Natal, eles começam antes. A dificuldade de encontrar pessoal qualificado, porém, também é grande.
E, às vezes, até maior”, disse. O motivo, de acordo com ele, é a necessidade de qualificação e, na maioria das vezes, de experiência. O grupo CRM, detentor das marcas Kopenhagen e Brasil Cacau, com fábrica em Extrema, no sul de Minas, é exceção e continua contratando. Além de atender à demanda de Natal, o grupo já começa a produzir os itens que serão vendidos na Páscoa.
A expectativa é de que 340 trabalhadores temporários sejam contratados até o fim do ano. Ainda há vagas em aberto para auxiliar de produção e auxiliar de almoxarifado. Apesar de experiência não ser pré-requisito para participar da seleção, ter atuado nos setores alimentício ou farmacêutico será considerado um diferencial.
As seleções para trabalhar nas lojas próprias das marcas também já estão abertas. A previsão é de que 60 vagas sejam oferecidas. Nas franquias, o número de temporários deve chegar a 770. Todos os trabalhadores temporários contratados receberão treinamento.
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