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Minas registra recorde de vagas formais em agosto PDF Imprimir E-mail

Em agosto, foram registrados, no Brasil, 299.415 novos empregos com carteira assinada, o melhor resultado para o mês, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta quinta-feira (16). O número supera os 242 mil postos de agosto de 2009, o maior volume até então. Em função desse desempenho, o país alcança a marca também recorde de 1.954.531 novos postos de trabalho no acumulado do ano, desbancando o dado de janeiro a agosto de 2008 (1,803 milhão). Os valores representam o saldo entre o total de admissões e demissões em cada período avaliado.

Das cinco regiões brasileiras, a Sudeste foi a que mais se destacou na geração de empregos com registro em carteira em agosto, com 149.277 postos. São Paulo manteve liderança, com 90.633 contratações. Em Minas Gerais, que ocupa a segunda posição, foram abertas 29.253 vagas formais, expansão de 0,78% em relação ao mês anterior. O resultado é o melhor da série do Caged para o mês e só não foi mais expressivo, porque o Estado registrou recuo de 17.415 postos na Agropecuária. Já o setor de Serviços possibilitou a abertura de 23.336 vagas, enquanto a Indústria de Transformação gerou 10.194 novos empregos com carteira.

Na terceira posição do ranking regional, está o Rio de Janeiro, com um saldo de 24.921 contrações em agosto. Com menos volume de vagas, mas variação relativa próxima dos demais estados, o Espírito Santo abriu 4.420 novos postos de trabalho no mês.

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, argumenta que os números confirmam que o Brasil retomou a onda de crescimento registrada no segundo semestre de 2009 e no início deste ano. “Teremos desempenho recorde nos próximos três meses e fecharemos o ano com 2,5 milhões de novos postos formais de trabalho. Faltam 545.469 postos para atingirmos o nosso objetivo”, avaliou.

Os setores de Comércio e Serviços apresentaram geração recorde de vagas de trabalho com carteira assinada em agosto, em todo o país. Os Serviços foram os responsáveis pela criação de 128.232 empregos - a melhor marca anterior, no mês, havia sido verificada em 2008, com 95.191 novos postos líquidos. No caso do Comércio, foi detectado incremento de 65.083 vagas, com recordes tanto no segmento varejo (54.509) quanto no atacado (10.574). “O setor de serviços continua a ser o que mais contrata. Nesse período, com mais força ainda por conta da proximidade das festas do final do ano”, argumentou Lupi.

Ele salientou que, no último ano, ganharam destaque na geração de empregos celetistas os serviços médicos e odontológicos. Em agosto, por exemplo, o segmento criou 9. 852 vagas de emprego formal. Para o ministro, o resultado positivo do setor vem na esteira do aumento da renda dos trabalhadores. “Quando a população está com um pouco mais de ganho, começa a aparecer o setor médico e odontológico. Isso está intimamente ligado”, avalia.

No caso da Indústria de Transformação, que paga os melhores salários atualmente, o aumento no emprego, no mês passado, foi de 70.393. Foi o segundo melhor saldo para agosto da série do Caged. O volume de contratações líquidas perde apenas para agosto de 2004, quando foram gerados 72.168 postos.

 
 
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